Tenho uma amiga que se casou com um homem mesquinho. Ele controla basicamente tudo o que ela faz. Durante um tempo, devido ao afastamento que ele causou nas amizades dela por causa de seu jeito autoritário, eu fui a única amiga que ainda a acolhia e a trazia para minha casa. Porém, passavam alguns dias e eles voltavam. Pelo que me lembre, isso deve ter ocorrido umas quatro vezes até que um dia ele simplesmente a proibiu de falar comigo, dizendo que eu era uma má influência. A gente ainda se falava furtivamente quando ela me ligava do telefone da mãe dela, pois ele controlava até o celular dessa minha amiga e nas poucas vezes que ela podia ver a mãe, aproveitava essa brecha.
Obviamente, nessas ligações, eu a questionava do porquê ainda estar com um homem que a tratava assim, ao que ela respondia que ela não conseguia largar dele porque ele dizia que não casou para se separar, que casamento era só uma vez e todo esse discurso. Em algum momento cheguei a conclusão que era nesse papinho de "salvar o casamento" que ela se sentia amada e que, em sua visão, esse homem estava lutando para ficar bem com ela. Quando me dei conta disso, resolvi me afastar devido à fadiga de tentar ajudar quem claramente não queria ser ajudada: uma dependente emocional na melhor das hipóteses ou mesmo uma burra completa, na pior delas.
Faço esse relato hoje porque estou com a consciência pesada, parece que errei como amiga... ela acabou de me ligar, dessa vez do próprio celular, implorando por ajuda pela milésima vez. Dessa vez ele colocou figo em suas roupas e ela não tem como ir para a casa da mãe pois esta está viajando. Só que dessa vez falei que não era mais para ela me envolver nos seus problemas porque ela é a única responsável pelos problemas que estão acontecendo e que não foi por falta de aviso e ajuda minha, mas ela mesma se manteve em um ciclo vicioso nesse relacionamento. Desliguei o telefone e deixei no mudo.
Infelizmente não sei onde isso vai parar. Sinto tristeza pelo que está acontecendo, mas também me sinto no direito de dizer não dessa vez. O problema dos outros, mesmo sendo queridos por mim, não podem valer minha paz.

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